Pela pressa, pelo jeito,
a descrença e a falta de jeito.
Pelo silêncio que incomoda,
e o grito quase quase mudo.
Vizinho do acaso nosso destino se teimava,
distante da calma, nosso carinho sublimava,
ali, se ia o amor,
ali, seria o Amor...
ali partia do porto o amor,
que fica à deriva e levanta vôo,
que se aquieta,
que toma outra forma e tenta renascer...
Disfarça-se todas as manhãs em novos ninhos,
em novas cascas, canta diferente, brilha diferente,
mas é velho,
é vencido,
mesmo sem deixar vencer-se,
adoece-se e adoece-me,
corrompe-me, mas eu gosto...
Um Troço assim que chamamos amor,
ele me cativa, e d'Ele cuido muito bem.
Não quero trocas, nem valores de volta,
os meus já se foram por poucos trocados,
eu já fui trocado. (e isso faz parte do amor?)
Cuidemo-nos uns dos outros, isso me parece mais com amor,
do que de fato amar, da forma que é o amor.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Tudo
Nada,
nem mesmos os medos,
as vontades, os menores e maiores segredos.
Nada,
todos os sorrisos,
toda minha infância, juventude,
Um pouco de toda minha vida.
As bobagens, coisas sérias,
as vertigens, as frescuras...
[não como verdura, bombons de canela,
odeio atrasos, mas sempre me atraso...]
Enfim...
até as mentiras eu já te contei...
Nada te deixei sem saber,
mais que o meu pensamento,
é o meu testamento.
nem mesmos os medos,
as vontades, os menores e maiores segredos.
Nada,
todos os sorrisos,
toda minha infância, juventude,
Um pouco de toda minha vida.
As bobagens, coisas sérias,
as vertigens, as frescuras...
[não como verdura, bombons de canela,
odeio atrasos, mas sempre me atraso...]
Enfim...
até as mentiras eu já te contei...
Nada te deixei sem saber,
mais que o meu pensamento,
é o meu testamento.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sincero Poema
Eu dispenso sua benignidade, seu carinho, amor...
Eu dispenso o que possa haver de bom, o que possa me fazer rir,
o que supostamente seja pra mim, dispenso seu olhar, suas palavras,
suar cartas, suas fotos,
dispenso o seu precioso tempo e te aconselho a valorizá-lo menos,
se você realmente quer que ele lhe valha alguma coisa...
O que eu dispenso na verdade é a vontade de ter ainda
uma vida por perto do que não me faz bem.
Dispenso fins de tarde que não levam a nada,
assim como os filmes no fim de semana e os lanches fora ou em casa...
Dispenso a ironia de se fazer tudo e não merecer nada...
Dispenso as mentiras,
as inverdades e as falsidades,
essas que andam bem perto...
Dispenso o amor em sua raiz,
dispenso a paixão e o olhar apaixonado,
as letras e canções de amor...
Dispenso o egoísmo,
dispenso o bem e o mal,
pois já nem sei quem são.
Eu dispenso o que possa haver de bom, o que possa me fazer rir,
o que supostamente seja pra mim, dispenso seu olhar, suas palavras,
suar cartas, suas fotos,
dispenso o seu precioso tempo e te aconselho a valorizá-lo menos,
se você realmente quer que ele lhe valha alguma coisa...
O que eu dispenso na verdade é a vontade de ter ainda
uma vida por perto do que não me faz bem.
Dispenso fins de tarde que não levam a nada,
assim como os filmes no fim de semana e os lanches fora ou em casa...
Dispenso a ironia de se fazer tudo e não merecer nada...
Dispenso as mentiras,
as inverdades e as falsidades,
essas que andam bem perto...
Dispenso o amor em sua raiz,
dispenso a paixão e o olhar apaixonado,
as letras e canções de amor...
Dispenso o egoísmo,
dispenso o bem e o mal,
pois já nem sei quem são.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Impossível.
Surdo para tudo que se possa pensar,
mato minha ânsia em batalhas rápidas entre o que quero
e o que não...
Dentre todas as minhas possibilidades,
pareço escolher o que não posso,
o que me impossibilita de ser simples,
sim, minha escolha é o impossível.
O impossível de se ter,
(por que o que se tem, se tem
por que é possível...)
ou você já viu alguém ter o que não pode?
-se tem, é por que pode!
é nessa certeza besta que se fundamenta toda a insatisfação,
de qualquer ser,
em qualquer lugar do mundo.
mato minha ânsia em batalhas rápidas entre o que quero
e o que não...
Dentre todas as minhas possibilidades,
pareço escolher o que não posso,
o que me impossibilita de ser simples,
sim, minha escolha é o impossível.
O impossível de se ter,
(por que o que se tem, se tem
por que é possível...)
ou você já viu alguém ter o que não pode?
-se tem, é por que pode!
é nessa certeza besta que se fundamenta toda a insatisfação,
de qualquer ser,
em qualquer lugar do mundo.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Tarde ou Cedo
Vou correr
de todo medo,
sempre cedo
todo dia.
dias e dias inteiros,
noite acordado e medo.
Vou fugir
de toda insegurança,
eu sei que sou criança
mas não quero encarar
por isso fujo.
Pois na fuga habita minha liberdade,
É lá que está toda a minha vontade.
Na fuga da ferida ainda aberta,
no frio que permite coisas belas.
no medo não habitam meus segredos,
Por isso fujo,
tarde ou cedo.
de todo medo,
sempre cedo
todo dia.
dias e dias inteiros,
noite acordado e medo.
Vou fugir
de toda insegurança,
eu sei que sou criança
mas não quero encarar
por isso fujo.
Pois na fuga habita minha liberdade,
É lá que está toda a minha vontade.
Na fuga da ferida ainda aberta,
no frio que permite coisas belas.
no medo não habitam meus segredos,
Por isso fujo,
tarde ou cedo.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
(não é poesia)
É, bem a minha cara mesmo...
fazer grandes burrices,
trocar as idéias,
achar que o mundo gira do jeito que eu pensava.
Eu rio do tanto que vacilo, do tanto que me iludo,
qualquer um que me apareça me dizendo que vai mudar
que quer mudar, que vai ser diferente....
eu acendo vela, agradeço a Deus,
e não aprendo, nem por força, que sou esse monte de erros...
sei lá, se erram comigo,
erram mesmo, mas eu erro bem mais...
sou meu grande vilão.
Um otário que engana a si mesmo,
que faz o impossível pra ser cada vez mais otário!.
Nem em circo se vê palhaço com tal domínio da imprestabilidade
à serviço de sua própria ignorância!
Nem àqueles que gastam todo dinheiro com jogo,
bebida, orgia, ou qualquer coisa efêmera assim...
mas minha falta de tato para o amor e caráter alheio,
me levam ao sub-mundo dessas idéias!
Burro eu sou mesmo!,
talvez na esperança que haja recompensa para tal...
mas o meu medo é de chegar no céu,
ver o filme da minha vida e escutar de Deus:
-mas tu é BURRO, heim?
fazer grandes burrices,
trocar as idéias,
achar que o mundo gira do jeito que eu pensava.
Eu rio do tanto que vacilo, do tanto que me iludo,
qualquer um que me apareça me dizendo que vai mudar
que quer mudar, que vai ser diferente....
eu acendo vela, agradeço a Deus,
e não aprendo, nem por força, que sou esse monte de erros...
sei lá, se erram comigo,
erram mesmo, mas eu erro bem mais...
sou meu grande vilão.
Um otário que engana a si mesmo,
que faz o impossível pra ser cada vez mais otário!.
Nem em circo se vê palhaço com tal domínio da imprestabilidade
à serviço de sua própria ignorância!
Nem àqueles que gastam todo dinheiro com jogo,
bebida, orgia, ou qualquer coisa efêmera assim...
mas minha falta de tato para o amor e caráter alheio,
me levam ao sub-mundo dessas idéias!
Burro eu sou mesmo!,
talvez na esperança que haja recompensa para tal...
mas o meu medo é de chegar no céu,
ver o filme da minha vida e escutar de Deus:
-mas tu é BURRO, heim?
segunda-feira, 31 de março de 2008
Sou
Profundo em sentimentos,
Raso em palavras,
Prolixo em argumentos,
Escravo de mim e do que sou.
Sou lá nada...,
Nem cão que ladra, nem ladrão,
Nem altaneiro, nem pé no chão,
Apenas uma dúvida certeira, sem certeza (ainda)
E se bem sei quem sou,
já nem erro...
Mas se me acerto, não há quem me negue,
Nem que seja um sorriso falso,
Algo que afague.
Ou que apague meu fogo,
Ou que apague da memória...
É você que quero.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Tolice
Clareou,
muita coisa clareou aqui,
foi teu sorriso chegar, como sol, clareou.
foi tua boca eu tocar,
como clareou!
foi só perceber teu olhar...
foi só te sentir chegar,
só te ouvir falar,
só de te imaginar...,
Foi só que imaginei...
E o que haja além...
é incapaz de tirar a luz que me vem as idéias,
se te posso escrever e falar,
se te posso dizer, e tentar definir,
por tolice que seja,
é direito que tenho!
tentar te definir,
por tolice que seja.
muita coisa clareou aqui,
foi teu sorriso chegar, como sol, clareou.
foi tua boca eu tocar,
como clareou!
foi só perceber teu olhar...
foi só te sentir chegar,
só te ouvir falar,
só de te imaginar...,
Foi só que imaginei...
E o que haja além...
é incapaz de tirar a luz que me vem as idéias,
se te posso escrever e falar,
se te posso dizer, e tentar definir,
por tolice que seja,
é direito que tenho!
tentar te definir,
por tolice que seja.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Até a Rima.
Direto,
muito simples,
na cara sem frescura,
palavras, toques, falas...
calado, na loucura, (sincera)
corpo fala,
ato falho.
resmungo cotidiano...
fechando as cortinas,
tentando achar rimas.
completo, incompleto,
complexo e perplexo, sem nexo...
se falo agora em sexo, é rima,
é pobre e podre...
mas também se me calo,
atento reparo, que falo... (e alto)
pois penso, não sinto, não mesmo...
procuro e curo tudo num sorriso alheio,
se me bem aceito,
frente a um espelho,
se me despenteio,
eu até desdenho e desenho,
na mancha que crio com meu hálito,
são todos hábitos que me levam a rimar!
muito simples,
na cara sem frescura,
palavras, toques, falas...
calado, na loucura, (sincera)
corpo fala,
ato falho.
resmungo cotidiano...
fechando as cortinas,
tentando achar rimas.
completo, incompleto,
complexo e perplexo, sem nexo...
se falo agora em sexo, é rima,
é pobre e podre...
mas também se me calo,
atento reparo, que falo... (e alto)
pois penso, não sinto, não mesmo...
procuro e curo tudo num sorriso alheio,
se me bem aceito,
frente a um espelho,
se me despenteio,
eu até desdenho e desenho,
na mancha que crio com meu hálito,
são todos hábitos que me levam a rimar!
terça-feira, 25 de março de 2008
Raso
Admito,
já tive vontade de ir ao infinito,
já quis esquecer palavras que repito,
queria expulsar tudo de mim, como em um grito.
Assumo,
não sou mais tão feliz quanto costumo,
não sei mais qual momento é oportuno,
para ter, com sentimentos que consumo...
Mas calo,
por me reconhecer tão raso às vezes.
E creio,
num jeito de vencer o que receio,
em expulsar da alma o que for feio,
em descansar pra sempre em teu seio.
já tive vontade de ir ao infinito,
já quis esquecer palavras que repito,
queria expulsar tudo de mim, como em um grito.
Assumo,
não sou mais tão feliz quanto costumo,
não sei mais qual momento é oportuno,
para ter, com sentimentos que consumo...
Mas calo,
por me reconhecer tão raso às vezes.
E creio,
num jeito de vencer o que receio,
em expulsar da alma o que for feio,
em descansar pra sempre em teu seio.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Vão.
O que mais acredito é o que mais questiono,
o que mais duvido, é o que mais tenho fé...
O que tenho, é o que nunca foi meu
e o que está em minhas mãos,
é solitário por si.
As palavras que menos falo, são as que fazem mais sentido,
os dias em que sorrio, são os que ando mais perdido...
E os tempos que vivemos são frações inacabadas.
E frações que não se acabam,
são amores feito fogo,
(em palha).
terça-feira, 18 de março de 2008
Resto.
Algo de tudo sempre resta,
são coisas que por vezes sobram para o bem,
ou não...
Às vezes sobra uma saudade,
um carinho,
às vezes sobra um sorriso...
um calor como de um ninho.
Se pudéssemos escolher...
ah, se pudéssemos escolher o que resta...
...nem nos lembraríamos que é só RESTO.
são coisas que por vezes sobram para o bem,
ou não...
Às vezes sobra uma saudade,
um carinho,
às vezes sobra um sorriso...
um calor como de um ninho.
Se pudéssemos escolher...
ah, se pudéssemos escolher o que resta...
...nem nos lembraríamos que é só RESTO.
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