quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tarde ou Cedo

Vou correr
de todo medo,
sempre cedo
todo dia.
dias e dias inteiros,
noite acordado e medo.

Vou fugir
de toda insegurança,
eu sei que sou criança
mas não quero encarar
por isso fujo.

Pois na fuga habita minha liberdade,
É lá que está toda a minha vontade.

Na fuga da ferida ainda aberta,
no frio que permite coisas belas.

no medo não habitam meus segredos,
Por isso fujo,
tarde ou cedo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

(não é poesia)

É, bem a minha cara mesmo...
fazer grandes burrices,
trocar as idéias,
achar que o mundo gira do jeito que eu pensava.

Eu rio do tanto que vacilo, do tanto que me iludo,
qualquer um que me apareça me dizendo que vai mudar
que quer mudar, que vai ser diferente....
eu acendo vela, agradeço a Deus,
e não aprendo, nem por força, que sou esse monte de erros...

sei lá, se erram comigo,
erram mesmo, mas eu erro bem mais...
sou meu grande vilão.

Um otário que engana a si mesmo,
que faz o impossível pra ser cada vez mais otário!.
Nem em circo se vê palhaço com tal domínio da imprestabilidade
à serviço de sua própria ignorância!

Nem àqueles que gastam todo dinheiro com jogo,
bebida, orgia, ou qualquer coisa efêmera assim...
mas minha falta de tato para o amor e caráter alheio,
me levam ao sub-mundo dessas idéias!

Burro eu sou mesmo!,
talvez na esperança que haja recompensa para tal...
mas o meu medo é de chegar no céu,
ver o filme da minha vida e escutar de Deus:
-mas tu é BURRO, heim?