na luz rastejante do fim de tarde que se deita nos prédios tristes da cidade.
Silêncio dúbio, do clarão das vidraças a chuva que promete sem chegar,
silêncio solitário da revoada de ‘sei lá’ que aves…
mas principalmente a falta de barulho de mim,
ausência de ruído que me é importante.
Admiti a esse silêncio entrar como se fosse um raio da manhã,
algo que me ilumine, de cedo, pra sempre.