sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Shhhh...

Admiti hoje um pouco de silêncio em mim,
na luz rastejante do fim de tarde que se deita nos prédios tristes da cidade.

Silêncio dúbio, do clarão das vidraças a chuva que promete sem chegar,
silêncio solitário da revoada de ‘sei lá’ que aves…

mas principalmente a falta de barulho de mim, 
ausência de ruído que me é importante.

Admiti a esse silêncio entrar como se fosse um raio da manhã, 
algo que me ilumine, de cedo, pra sempre.

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