quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tudo

Nada,
nem mesmos os medos,
as vontades, os menores e maiores segredos.

Nada,
todos os sorrisos,
toda minha infância, juventude,
Um pouco de toda minha vida.

As bobagens, coisas sérias,
as vertigens, as frescuras...

[não como verdura, bombons de canela,
odeio atrasos, mas sempre me atraso...]

Enfim...
até as mentiras eu já te contei...

Nada te deixei sem saber,
mais que o meu pensamento,
é o meu testamento.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sincero Poema

Eu dispenso sua benignidade, seu carinho, amor...
Eu dispenso o que possa haver de bom, o que possa me fazer rir,
o que supostamente seja pra mim, dispenso seu olhar, suas palavras,
suar cartas, suas fotos,
dispenso o seu precioso tempo e te aconselho a valorizá-lo menos,
se você realmente quer que ele lhe valha alguma coisa...

O que eu dispenso na verdade é a vontade de ter ainda
uma vida por perto do que não me faz bem.
Dispenso fins de tarde que não levam a nada,
assim como os filmes no fim de semana e os lanches fora ou em casa...

Dispenso a ironia de se fazer tudo e não merecer nada...

Dispenso as mentiras,
as inverdades e as falsidades,
essas que andam bem perto...

Dispenso o amor em sua raiz,
dispenso a paixão e o olhar apaixonado,
as letras e canções de amor...

Dispenso o egoísmo,
dispenso o bem e o mal,
pois já nem sei quem são.