Eu dispenso sua benignidade, seu carinho, amor...
Eu dispenso o que possa haver de bom, o que possa me fazer rir,
o que supostamente seja pra mim, dispenso seu olhar, suas palavras,
suar cartas, suas fotos,
dispenso o seu precioso tempo e te aconselho a valorizá-lo menos,
se você realmente quer que ele lhe valha alguma coisa...
O que eu dispenso na verdade é a vontade de ter ainda
uma vida por perto do que não me faz bem.
Dispenso fins de tarde que não levam a nada,
assim como os filmes no fim de semana e os lanches fora ou em casa...
Dispenso a ironia de se fazer tudo e não merecer nada...
Dispenso as mentiras,
as inverdades e as falsidades,
essas que andam bem perto...
Dispenso o amor em sua raiz,
dispenso a paixão e o olhar apaixonado,
as letras e canções de amor...
Dispenso o egoísmo,
dispenso o bem e o mal,
pois já nem sei quem são.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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