segunda-feira, 31 de março de 2008

Sou


Profundo em sentimentos,
Raso em palavras,
Prolixo em argumentos,
Escravo de mim e do que sou.

Sou lá nada...,
Nem cão que ladra, nem ladrão,
Nem altaneiro, nem pé no chão,
Apenas uma dúvida certeira, sem certeza (ainda)

E se bem sei quem sou,
já nem erro...
Mas se me acerto, não há quem me negue,
Nem que seja um sorriso falso,
Algo que afague.

Ou que apague meu fogo,
Ou que apague da memória...
É você que quero.

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